sábado, 24 de outubro de 2009

TDA/H (Transtorno de Défict de Atenção)

O que é?
O TDA/H Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade ou DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas e ambientais, que surge na infância e costuma acompanhar o indivíduo por toda a sua vida. Costuma acometer de 3 a 5% de crianças.
Sintomas
· Desatenção
· Inquietude
· Impulsividade
· Hiperatividade
· Dificuldade de concentração em atividades muito longas
· Distrai-se facilmente com estímulos externos como ruídos e movimentações
· Distrai-se com estímulos internos – “o pensamento voa”
· Erra muito por distração
· São esquecidas
· Não conseguem organizar seu material
· Dificuldade em planejar tarefas

Comumente, as crianças são taxadas de avoadas, dispersas, desinteressadas, “fora de órbita”, atrapalhadas e inquietas ao extremo, não param. São crianças que dificilmente aceitam regras, limites e o famoso “não”. Mudam constantemente de atividade, não conseguindo concentrar-se por muito tempo. Na idade adulta, este transtorno é associado a problemas como uso de drogas lícitas, ilícitas, além de depressão.

Um exemplo bastante elucidativo é dado pelo Dr. José Salomão Schwartzman, neurologista, especialista em neurologia infantil. Segundo ele é necessário observar o ambiente em que a criança, ou adulto, vive e sua interação nele, lembrando que o só se configura quando atrapalha as AVDs (atividades da vida diária).

“Imagine duas crianças hiperativas de nove anos de idade. A primeira, um menino, que mora no campo, lenhador que derruba um número bem maior de árvores por minuto do que a média e é campeão de seu estado nesta atividade. A segunda, uma menina japonesa que vive em um minúsculo apartamento cheio de peças de porcelana. Provavelmente esta precisará ser medicada, em função do contexto em que vive”.

TDA/H e o cérebro
Estudos mostram que os portadores do transtorno têm uma falha da conexão da região central orbital do cérebro com o restante dele. Essa área frontal é responsável pela inibição de comportamentos considerados inadequados. Há uma
alteração no funcionamento dos neurotransmissores e suas conexões.

Causas
· Hereditariedade
· Problemas pré-natais (durante a gestação)
· Substâncias ingeridas na gravidez – Apesar de não definir uma relação direta de causa e efeito, estudos mostram que a ingestão de drogas e álcool durante a gestação pode causar alterações na região frontal orbital, o que aumenta a chance do bebê desenvolver o transtorno.
· Saúde materna – Aspectos como hipertensão ou diabetes por exemplo
· Idade materna
· Problemas perinatais (durante o parto até um mês de idade)
· Exposição a chumbo
· Problemas Familiares
Alguns teóricos apontam os problemas familiares (discussões, baixa instrução dos pais, nível sócio econômico) poderiam causar o TDA/H, mas conclusões levam a crer que estes podem agravar, mas não causar o problema.
· Pré maturidade
· Pós-maturidade
· Outras possíveis causas

Comorbidades (Quanto mais de uma patologia aparece ao mesmo tempo)
Em diversos distúrbios neurológicos, psicológicos e psiquiátricos, o diagnóstico é difícil, pois não é pontual, ou seja, não há um exame que detecte o transtorno. É um diagnóstico multidsisciplinar, onde vários especialistas são envolvidos para se chegar a um diagnóstico. Outro aspecto que dificulta o diagnóstico é a questão da comorbidade. O TDA/H aparece isoladamente em somente 31% dos casos. No restante, aparece uma ou mais patologias concomitantes o que muitas vezes pode levar a um diagnóstico errôneo. Em 34% dos casos aparece junto com transtornos ansiosos, em 40% com TDO (transtorno desafiador opositor), em 11% com tiques nervosos, em 4% com transtornos do humor, em 14% com transtornos de conduta. As comorbidades ultrapassam os 100% pois em muitos casos há mais do que 2 patologias envolvidas.

Diagnóstico
Há um guia de diagnóstico, extraído do Manual de Diagnóstico e Estatística - IV Edição (DSM-IV) da Associação Psiquiátrica Americana, onde pais, cuidadores e educadores respondem a um questionário que analisa aspectos pertinentes ao dia-a-dia da criança. São analisadas questões a respeito de atenção, concentração, organização, agitação, dificuldades em seguir instruções, dentre outras. Depois são feitas diversas intersecções entre linhas e colunas analisando-se a incidência de cada aspecto. Tudo isso analisado por um especialista que é o único apto para dar o diagnóstico final.
As pessoas que apresentam TDA/H, crianças ou adultos, vivenciam muitas dificuldades em seu cotidiano. São pessoas que têm muita dificuldade em organizar seus materiais, em terminar tarefas planejadas. Os adultos com TDAH costumam ter dificuldade de organizar e planejar suas atividades do dia-a-dia. Por exemplo, pode ser difícil para uma pessoa com TDA/H determinar o que é mais importante dentre muitas coisas que tem para fazer, escolher o que vai fazer primeiro e o que pode deixar para depois.
Em conseqüência disso, quem TDA/H fica muito “estressado” quando se vê sobrecarregado (e é muito comum que se sobrecarregue com freqüência, uma vez que assume vários compromissos diferentes), pois não sabe por onde começar e tem medo de não conseguir dar conta de tudo. Os indivíduos com TODA/H acabam deixando trabalhos pela metade, interrompem no meio o que estão fazendo e começam outra coisa, só voltando ao trabalho anterior bem mais tarde do que o pretendido ou então se esquecendo dele.
Assim, o portador fica com dificuldade para realizar sozinho suas tarefas, principalmente quando são muitas, e o tempo todo precisa ser lembrado pelos outros sobre o que tem para fazer. Isso tudo pode causar problemas na faculdade, no trabalho ou nos relacionamentos com outras pessoas.

Tratamentos

Medicamento
Há muita polêmica em torno da medicação do TDA/H. Têm-se falado que está ocorrendo um uso abusivo e indiscriminado dos medicamentos que podem auxiliar no tratamento do portador do TDA/H, que ao mesmo tempo em que auxiliam em problemas como o da concentração por exemplo, também têm muitos efeitos colaterais. Um aspecto importante é o de que nem todo o caso pode ser beneficiado com o medicamento. Aquele grupo em que o TDA/H aparece sozinho, sem comorbidades, pesquisas mostram que a medicação tem efeito muito bom, porém por um curto período de tempo. Por outro lado, quando há comorbidades é preciso tratar conjuntamente as outras patologias, sejam com medicamento e/ou terapia. Há pesquisas que mostram que a criança, muitas vezes, tem uma perda na estatura final. Por isso, muitos especialistas não recomendam o uso dos medicamentos em idade de crescimento.

Tipos de medicamentos mais utilizados

Metilfenidato – Ritalina, Ritalina LA e Concerta (1ª escolha)
Antidepressivos tricíclicos – Tofranil

Terapia
A terapia é muito eficiente em grande parte dos casos, principalmente aqueles onde encontramos comorbidades com distúrbios ansiosos e TDO (transtorno desafiador opositor).

Biofeedback (ou neurofeedback)
Uma novidade no tratamento está no biofeedback. A criança ou adulto é conectada a sensores e trabalhada em diversas atividades, como videogames, dependendo da dificuldade e da idade da criança. No caso de déficit de atenção por exemplo, quando a criança distrai-se, a atividade não é concluída e portanto não ganha os pontos. Ou seja, cada vez que o cérebro responde, corretamente ao estímulo esperado, recebe um reforço positivo. Esse tratamento é caro e longo. Para começar a dar resultados são utilizadas, pelo menos, de 20 sessões. O interessante neste caso é que o paciente vai assimilando e extrapolando suas reações para as atividades da vida diária. É um processo de aprendizagem, que depois de treinado, assimilado e bastante utilizado passa a facilitar a vida do paciente.

Outras ações
Escola família e professores
A escolha da escola é um fator fundamental para o trabalho com o TDA/H. É preciso que o professor conheça o distúrbio e juntamente com a escola e família tracem estratégias para adaptar o ambiente à criança.
O aluno com TDA/H precisa sentar próximo à professora, longe da janela, por onde muitos estímulos chegam. A sala de aula deve ser o mais “clean” possível. Tudo para evitar que a criança disperse.
Ao contrário do que se pensa, nas palavras da Dra. Ana Beatriz B. Silva, psiquiatra e especialista em medicina do comportamento, “o problema não é aquele que não presta atenção em nada, mas sim, aquele que presta atenção em tudo, o tempo todo”.

Para saber mais: http://www.tdah.org.br

Um comentário:

lupenido disse...

Excelente texto.O texto traz informações importantes para os profissionais e para os pais.Hoje podemos observar que o TDA/H é dado muitas vezes como uma resposta, um diagnóstico quando não se sabe realmente do que se trata,ás vezes nem chega a ser feita uma avaliação correta.Os profissionais(médicos,professores,psicólogos...)e os pais ou responsáveis devem ficar atentos a essa questão.

Como chegar:

Trecho do livro Mentes Perigosas

Normalmente a psicopatia é associada a pessoas violentas, com aparência de assassinas e que podem ser facilmente identificadas. Mas, diferentemente do que se costuma acreditar, psicopatas, em sua grande maioria, não são necessariamente assassinos. Em Mentes Perigosas, a médica psiquiatra Ana Beatriz B. Silva alerta para o fato de que os psicopatas podem permanecer por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos. “Eles Transitam tranqüilamente pelas ruas, cruzam nossos caminhos, freqüentam as mesmas festas, dividem o mesmo teto, dormem na mesma cama... Apesar de mais de vinte anos de profissão, ainda fico muito surpresa e sensibilizada com a quantidade de pacientes que me procuram com suas vidas arruinadas, totalmente em frangalhos, alvejadas por esses seres”, diz ela.
Segundo a autora, os psicopatas são 4% da população: 3% são homens e 1% mulher. Ou seja, a cada 25 pessoas, uma é psicopata. E como seus atos criminosos não provêm de mentes adoecidas, mas sim de um raciocínio frio e calculista combinado com uma total incapacidade de tratar as outras pessoas como seres humanos, eles não são considerados loucos, não sofrem de alucinação ou apresentam sofrimento mental. Vivem incógnitos, em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria das outras pessoas. Apenas em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Em sua grande maioria, eles não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns. No entanto, são desprovidos de consciência e, portanto, destituídos do senso de responsabilidade ética, que é a base essencial das relações emocionais. “Sei que é difícil de acreditar, mas algumas pessoas nunca experimentaram ou jamais experimentarão a inquietude mental, ou o menor sentimento de culpa ou remorso por desapontar, magoar, enganar ou até mesmo tirar a vida de alguém. Admitir que existem criaturas com essa natureza é quase uma rendição ao fato de que o ‘mal’ habita entre nós, lado a lado, cara a cara”, explica a autora.
Ana Beatriz alerta no livro para o poder destrutivo dos psicopatas, que manipuladores, perversos e desprovidos de culpa, remorso ou arrependimento, são capazes de passar por cima de qualquer pessoa para satisfazer seus próprios interesses: “Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas [em sua maioria] não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, ‘inteligentes’, envolventes e sedutores, não costumam levantar a menor suspeita de quem realmente são. Podemos encontrá-los disfarçados de religiosos, bons políticos, bons amantes, bons amigos. Visam apenas benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade”.
Segundo o psiquiatra canadense Robert Hare, uma das maiores autoridades sobre o assunto, os psicopatas têm total ciência dos seus atos - a parte cognitiva ou racional é perfeita -, ou seja, sabem perfeitamente que estão infringindo regras sociais e por que estão fazendo. O déficit deles está no campo dos afetos e das emoções. Assim, para eles, tanto faz ferir, maltratar ou até matar alguém que atravessa o seu caminho ou os seus interesses, mesmo que esse alguém faça parte de seu convívio íntimo. Esses comportamentos desprezíveis são resultados de uma escolha exercida de forma livre e sem qualquer culpa. A mais evidente expressão da psicopatia envolve a flagrante violação criminosa das regras sociais - eles sabem perfeitamente o que estão fazendo. Quanto aos sentimentos, porém, são absolutamente deficitários, pobres, ausentes de afeto e de profundidade emocional: “Assim, concordo plenamente quando alguns autores dizem, de forma metafórica, que os psicopatas entendem a letra de uma canção, mas são incapazes de compreender a melodia”, esclarece a psiquiatra.
Estou convencida de que falhas em nossas organizações familiares, educacionais e sociais são dados importantes e merecem estudos aprofundados e toda a nossa atenção, mas por si só não são suficientes para explicar o fenômeno da psicopatia”.


Educar os filhos - Tarefa de Pai ou de Mãe?

Criar filhos não é uma tarefa tão fácil, hoje em dia parece que tem assustado ainda mais, principalmente os homens. Alguns pensam que é um bicho de sete cabeças. Ficam imaginando as noites mal dormidas, sua companheira stressada com os cuidados com o filho, as preocupações em manter o emprego, porque agora tem um ser totalmente dependente na casa, e sem contar que também pode acontecer um ciúme por parte do nove ser que agora divide a tenção da esposa.
Supondo que seja tranqüilo lidar com todos esses receios, e que tomando uma atitude madura todos esses problemas serão facilmente ultrapassados, resta então assumir os papéis de cada progenitor para levar adiante a tarefa de monitorar o desenvolvimento do pequeno ser que agora tem a função de ser a alegria da casa.
Antes de mais nada vamos pensar no termo FAMÍLIA, o que vem a ser família. De acordo com o dicionário: grupo constituído pela reunião de gêneros afins. Conjunto de ascendente, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem.
Resumindo essas definições, podemos sintetizar em: pessoas com mesmos interesses e afinidades que se atraem, para constituir um novo grupo na sociedade. A profundidade de reflexão que absorve o termo afinidade, é um vasto leque, no qual todo casal deveria pensar a respeito antes mesmo de constituir e aumentar uma família.
A afinidade intra pessoal, deveria ser a mola mestra para toda nova família que se forma, pois sem ela os desajustes , problemas e transtornos que no futuro podem ocorrer são inúmeros.
Tenho visto casais que se formam, por motivos tão banais e acabam levando a vida, por não lançarem mão de outras alternativas para melhorar a vida de cada um. Nesse jogo os filhos acabam chegando, encontrando uma família mal estruturada, e muitas vezes tornando-se a ovelha negra deste núcleo.
Todo casal tem encontros e desencontros. Muitas vezes as opiniões divergem, e isto não seria motivo para desentendimentos maiores, porém o que vemos é que isso muitas é motivo até de separação, principalmente quando o casal entra em disputa de poder, e nem sempre percebem que assim o fazem.
Hoje é muito comum os papéis dentro do núcleo familiar se misturarem, haver dúvidas por parte dos cônjuges sobre quem desempenha o quê. Infelizmente não existe cartilha pronta. Em todas palestras que faço para pais, sempre me cobram essa cartilha, e a resposta é sempre a mesma, noto nos rostinhos dos jovens pais uma frustração muito grande quando dou a mesma resposta, do fundo do coração gostaria de Ter essa cartilha pronta, mas penso que seria humanamente impossível, porque isto implicaria em reunir todas as cabeças em uma só, e aí eu pergunto: o que seria da cor preta se não existisse a cor branca?. Vocês percebem como é algo difícil e delicado, em princípio até é muito interessante que se tenha opiniões diferentes, pois sempre teremos novas formas de olhar a mesma situação. Quando surgirem situações específicas, ao invés de procurarmos no manual, teremos a oportunidade de obter vários pontos de vista e optar por aquele que traduz melhor nossas forma de lidar com o problema, e isto é mágico, faz com que um papai e uma mamãe sejam sui generis, ou seja, segundo a opinião dos próprios filhos, serão os melhores pais do mundo.
Quem nunca ouviu uma criança fazer referência aos pais , ou a um deles dizendo: “Meu pai é o melhor pai do mundo”. Esta frase é muito comum, principalmente em crianças menores, porque ainda imaginam seus pais como figuras idealizadas. E este vislumbre por parte dos filhos muitas vezes faz com que os pais fiquem ainda mais ansiosos para desempenhar a contento seus papéis familiares.
Ter sintonia no casal significa, saber ouvir, respeitar opinião diversa, saber sentir o clima da situação, desenvolver a observação para ler no comportamento do outro a linguagem do corpo, da expressão, do tom da fala, é lançar mão da habilidade de raciocínio que chamamos de Antecipação, ou seja prever o desenlace da situação, ou pelo menos criar hipóteses. A sintonia implica numa cumplicidade, de saber que mesmo diante de uma calorosa discussão de idéias ou opiniões, esse momento vai passar rapidamente, ou seja logo virão as ondas tranqüilas novamente. Todo relacionamento implica nesses momentos, justamente pelo que foi comentado acima, ou seja cada cabeça é única. Se o meu companheiro não concorda comigo num aspecto, em outro ele pode concordar, e isto faz o relacionamento Ter vida, ser uma troca e não uma cola. Todo casal precisa Ter claro que em determinadas situações é necessário doar, e em outros momentos receber, isso implica em aceitar que em determinados momentos devemos deixar prevalecer a opinião do outro e esperar que em outras situações possa prevalecer nossa opinião. Desde que essa escolha não prejudique a criança, nada há de errado em tomar essa postura.
Os pais devem trabalhar como uma equipe, fazendo até revezamento. Para ilustrar esse método de trabalho, vou expor a vocês um conto de como vivem os gansos selvagens.

A história é a seguinte:

Sobre Gansos e Equipes

Autor desconhecido

Você sabe por que gansos, quando voam, sempre estabelecem uma formação "V"?
Vamos a algumas descobertas da ciência:

1. A medida em que cada ave bate suas asas, ela cria uma área de sus-
tentação para a ave seguinte. Voando em formação "V", o grupo inteiro
consegue voar, pelo menos 71% a mais do que se cada ave voasse isolada-
mente.
Pessoas que compartilham uma direção comum e um senso de equipe
atingem resultados muito mais rápido e facilmente.

2. Quando o ganso líder se cansa, ele vai para a parte de trás do "V",
enquanto um outro ganso assume a ponta.
O revezamento de esforços permite avançarmos mais facilmente nas tarefas árduas.

3. Os gansos de trás grasnam para encorajar os da frente a manterem o ritmo e a velocidade.
Incentivo e estímulo são fundamentais quando queremos manter ou melhorar o ritmo e a velocidade de nossas empreitadas.

4. Quando um ganso adoece ou se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e seguem-no para ajudá-lo e protegê-lo. Eles o acompanham até que suas condições melhorem e, então, os três reiniciam a jornada, juntando-se à
outra formação, até encontrar o grupo original.
Gansos, uma metáfora onde a solidariedade nas dificuldades é fundamental para o sucesso da jornada.

(FONTE: REVISTA PSICOPEDAGOGIA 14(32): 46-46,1995)

Refletindo sobre o texto, fica muito claro que a união sempre fez a força e continuará fazendo, portanto se um dos pais fica demasiadamente cansado com a rotina do bebê , é mais que certo que o outro se encarregue da situação.
Muitas vezes, só um dos pais trabalha fora, portanto fica implicito que o outro deve dar conta do trabalho em casa. Isto não é verdade, pois a função de pais pertence aos dois e não só ao que permaneceu, ou esta provisoriamente em casa. Ambos devem exercer a função de pais, e isto é importante para a formação da criança, tanto a nível de contato físico como emocional.
Nos anos 80, surgiu o termo supermãe, ou seja: aquela que pode tudo, consegue e faz tudo. Não demorou muito para que as mulheres percebessem, que isso não era bem o melhor caminho, pois o desgaste físico e mental as levava e ainda leva a um outro caminho tão evitado hoje em dia entre as mulheres, o desgaste que envelhece e trás como conseqüência doenças precoces. Mesmo sabendo disso, vejo que muitas vezes a mulher acaba por se sobrecarregar até mesmo por falta de opção, é comum o marido trabalhar até altas horas, nos fins de semana, e atualmente com o crescente número de trabalhos terceirizados, a carga horária mudou muito, sendo que mesmo nos finais de semana as pessoas acabam trabalhando até mesmo em casa para dar conta do serviço. Todos esses fatores têm tornado mais difícil o convívio familiar, em função do tempo disponível pelos progenitores, como também o cansaço físico e mental que diminui a qualidade de qualquer interação humana. Acho que todos precisam rever seus valores, para oferecer uma vida mais digna e saudável aos membros familiares.
Diante de tantos obstáculos oferecidos pelo “progresso”, precisamos encontrar a forma mais harmoniosa possível para estabelecer as tarefas de cada um, assim não sobrecarregando apenas um membro.
A parceria entre o casal, é a melhor opção para obter bons resultados, ela funciona principalmente quando o casal deixou de lado a famosa busca do príncipe e da gueixa. A vida real a dois é repleta de ganhos e perdas, como também encantos e desencantos, é necessário muita maturidade para lidar com as frustrações do relacionamento, e o que tenho observado hoje em dia, é que muitas pessoas preferem não enfrentar esses desafios. Para aqueles que conseguem ultrapassar juntos os obstáculos da vida dando valor em cada ganho e se unindo nas perdas, esses conseguem descobrir a felicidade da parceria: Ter alguém ao lado para chorar, sorrir e amar. Para tanto basta saber admitir as falhas, pedir desculpas quando erra, perdoar quando o outro errou, é necessário tomar alguns cuidados dentro do relacionamento, e é bom frisar que até os desentendimentos são importantes, pois funcionam como um alicerce para saber em que terreno se esta pisando, e assim aprender a conhecer de fato o parceiro.
È muito gratificante Ter alguém para contar nos bons e nos maus momentos, mas como toda vitória, este ganho tem um percurso a ser enfrentado.

* ELIANE PISANI LEITE

Expressar as opiniões previne estresse e depressão

Muitas vezes, durante situações do dia-a-dia engolimos alguns sapos e muitos brejos. É comum o indivíduo deixar de falar o que pensa para não prolongar uma conversa, evitar uma discussão ou ainda por medo de não ser aceito nos grupos. Mas, o que muitas pessoas desconhecem são os malefícios que essa ação pode acarretar tanto à saúde como ao convívio social. Se a pessoa deixa de falar o que pensa fará com que o grupo, onde está inserida, deixe de conhecê-la. Já expressar suas idéias e pensamentos permitirá que os outros a conheçam, além de estabelecer um diálogo. Porém é importante estar atento à conversa para colocar as palavras certas na hora certa, o foco e a atenção devem estar sempre presentes nas situações das atividades diárias.Deixar de se expressar é omitir-se perante a vida, além de gerar danos à saúde, como por exemplo, o estresse. Algumas vezes, as expressões da comunicação - faladas ou escritas - acabam sendo utilizadas de forma inadequada, mesmo assim é importante expressar-se, pois só dessa forma será possível perceber as falhas, que resultarão em um processo de aprendizagem. O importante é se comunicar e se perceber.Outro item que pode ser prejudicado é o autoconhecimento, já que a expressão da comunicação é uma via de mão dupla, deixar de emitir a opinião e não se expor faz com que a pessoa não se conheça e deixe de expressar o que pensa e sente.Entre tantas dificuldades em não se expressar é difícil tornar-se íntimo de uma pessoa que guarda as opiniões para si, pois com o pé atrás, o outro não sabe até onde pode seguir. É importante despertar confiança e ética nos diálogos e aprender a distinguir os momentos de perceber o que é público e privado nas relações. As falhas na comunicação geram frustrações e ansiedades, que precisam ser vistas e revistas sempre por meio de uma análise ou de uma auto-análise.O medo da exposição sempre tem escondido uma situação mal resolvida, repressão, incompreensão nos relacionamentos e relações complementares, seja no ambiente familiar, afetivo, social, educacional ou público. Por isso vale ressaltar a importância de colocar as palavras certas na hora certa, assim como saber ouvir e ler para saber responder ou emitir opiniões.São sábias as pessoas que preferem não falar em um momento de explosão ou que não têm conhecimento do assunto. Neste caso, o mais sensato é esperar os ânimos se acalmarem para posteriormente falar do assunto, assim, como tomar ciência ou procurar pesquisar o que é desconhecido para se ter certeza nas colocações. A cautela é muito bem-vinda e expressa sabedoria em analisar as situações.Desta forma "engolir sapos" não é saudável, os ânimos ficam indigestos, o ideal é respirar profundamente e "contar até três" para então dizer sua opinião, pois as palavras em alguns momentos valem "ouro" e aprender a estabelecer uma comunicação saudável permite aprender a expressar e aceitar os êxitos e as falhas.Outro fato importante é ter vontade chorar ao invés de falar, a ansiedade do choro tenciona o diálogo, o que faz com que a pessoa seja pega pelas emoções. Os pensamentos, atos e omissões estão sempre presentes na vida. O ideal é refletir, meditar e analisar as situações vividas que não deram certo ou que foram frustrantes, sem dúvidas é um exercício difícil, porém o mais valioso para as descobertas do amor próprio e aceitação pessoal e do outro. Somente assim é possível analisar as situações vividas para observarmos as marcas e falhas que ocorreram e então treinar os papéis de vários ângulos, além de aprender a transformar as falhas em situações de aprendizagem.Deixar de dizer o que pensa causa tensão e estresse, o discurso fica comprometido, a pessoa sente-se oprimida, que tudo e todos estão contra ela, perde o foco, se desorganiza, apresenta sintomas relacionados a somatização, sente como se estivesse em um túnel sem direção, percorrendo uma via única, quando na verdade deveria restabelecer novos relacionamento e contatos. Neste momento o individuo passa a necessitar de cuidados.Toda pessoa desenvolve dois papéis na vida, o de cuidar e deixar ser cuidada, quando há descuido de uma das partes, os reflexos do ambiente externo interferem nas ações internas do organismo. Da mesma forma que cuidamos precisamos de cuidado. Essa troca é essencial para que o individuo reaprenda a se amar para cuidar e amar o outro.Vale uma dica, quando isto acontecer o ideal é procurar auxilio profissional - médico, psicólogo e outros profissionais da saúde - para que sejam restabelecidos o equilíbrio e o bem-estar de uma vida saudável. Somente desta forma será possível olhar para a crise como um momento de descoberta e ampliar os horizontes de vida, readquirindo a energia vital da comunicação com criatividade espontaneidade.Quando o ser humano deixa de se expressar podem surgir sentimentos como culpa, raiva e medo, que estão interligados com as emoções que são desencadeadas pelos pensamentos, atos e omissões. Essas falhas ocasionam agressividade e irritabilidade e levam a pessoa à depressão e isolamento, que é uma forma de mostrar ao ambiente externo que necessita de cuidado.A falta de aprendizagem para lidar com esses sentimentos desencadeia ataques verbais e físicos, o que demonstra que o individuo está com dificuldade em lidar com as frustrações, com os limites em relação à crise em que se encontra e pouco equilíbrio emocional para tratar as situações inesperadas. Os sentimentos de explosão ou depressão são ruins e devem ser tratados.Aprender a comunicar-se é uma arte da qual requer auxílio da sensatez, espontaneidade e criatividade para favorecer o crescimento pessoal e profissional, além de ter transparência política nas ações e reações relacionais.

Madalena Cabral Rehder
Fonte: SEGS Portal Nacional

Desmistificando a terapia

Expor a intimidade para um estranho parece atitude descabida, ainda mais para quem acredita que deve ser forte o suficiente para se conhecer e resolver os próprios problemas. Por isso é tão difícil falar em terapia com quem nunca teve essa experiência, ainda tão revestida de mitos.
Além do desejo de autoconhecimento, são vários os motivos que levam os indivíduos a pedir a ajuda de um profissional. “Alguns identificam um sofrimento psíquico intenso. Outros, uma paralisia no andamento de seus projetos ou até mesmo a ausência deles”, destaca a psicóloga Fernanda Gomes. Situações como estas, segundo ela, são observadas pela própria pessoa ou por aqueles que convivem com ela, no caso, os pais, se forem crianças.
“Temos a tendência inconsciente de repetir os mesmos modelos de experiências emocionais. Para transformar esta tendência, é necessário que exista um fato que interrompa este modelo. Este fato pode ser a terapia ou outro acontecimento marcante, como entrar na faculdade ou fazer uma viagem, pois ambas são situações que impulsionam o indivíduo a modificar a maneira de observar o seu viver”, diz a psicóloga. Ela acredita que o isolamento só irá aumentar a tendência à repetição. “É uma forma de encapsular a vida e de se proteger de dores, mas também anestesiando as alegrias”, enfatiza.
Rompida a barreira inicial, algumas dúvidas aparecem: qual tipo de tratamento ou linha escolher e como chegar a um profissional competente, com o qual se tenha afinidade. Primeiro, é importante entender a diferença entre terapia, psicoterapia e análise. De acordo com Fernanda, terapia tem o objetivo de restabelecer o bem-estar, enquanto a psicoterapia visa cuidar da mente e da alma, por isso costuma tratar o que incomoda o indivíduo. Análise, por sua vez, refere-se aos tratamentos baseados em linhas psicanalíticas e buscam a compreensão do funcionamento psíquico.
. No entanto, a psicóloga acredita que o peso maior deve ser dado não ao tipo de tratamento ou às linhas, mas à empatia entre paciente e terapeuta. “Indicações feitas por outros profissionais, como médicos e pedagogos, são as que têm maior confiabilidade”, ressalta.
Quando o paciente começa a experimentar o desejo de encerrar o trabalho, há duas possibilidades, na visão de Fernanda. A primeira é que o processo terapêutico chegou num ponto difícil, que provoca dor no paciente e por isso ele deseja abandonar o trabalho, ancorado na idéia de que já melhorou muito. “Quando isto é feito abruptamente, sabemos que se trata de uma resistência, o paciente não quer ou não está dando conta de continuar o trabalho”, afirma a psicóloga.

Fonte: Fernanda Maria Gomes

Professor,a voz como instrumento de trabalho.

A demanda vocal excessiva, associada às condições ambientais, físicas e emocionais inadequadas, pode prejudicar o desempenho ocupacional em diversos segmentos profissionais. Dentre eles, destacaremos a sua, professor, categoria profissional que é acometida com elevada ocorrência de problemas vocais, uma vez que as condições de uso da voz e os seus devidos cuidados são, na maioria das vezes, inadequadas. Justifica-se esta afirmação com os seguintes relatos: ‘’uso a voz durante horas’’; ‘’faço competição vocal por causa do barulho”, ‘’falo quase sempre gritando’’; ‘’ estou sob estresse’’; ‘’esqueço de beber água’’ entre outros.
Freqüentemente o professor necessita competir com o ruído ambiental e dessa maneira eleva naturalmente a intensidade da voz sem que perceba o esforço, denotando assim o abuso vocal. O barulho presente na escola, em seus arredores e na própria sala de aula, compromete a inteligibilidade da fala causando um enorme prejuízo escolar para o aluno e atrapalhando o desempenho do professor. O efeito do mau uso vocal varia desde uma alteração imperceptível auditivamente, como um pouco de cansaço na voz, até desvios vocais severos como ficar sem voz não estando gripado, fato que em algumas vezes chega a impedir a atuação profissional.
É bastante comum ouvir de professores queixas como rouquidão freqüente, cansaço vocal, boca ou garganta seca, pigarros, tosse seca insistente, ardência na garganta, falhas na voz fraca, dificuldades para falar e respirar, assim como dores na região do pescoço. Estas queixas podem estar associadas a jornadas extensas de trabalho, crises alérgicas e estresse elevado. Também podem estar relacionadas com patologias já instaladas nas pregas vocais. Muitas dessas queixas podem desaparecer após uma boa noite de sono ou persistirem por um longo período prejudicando o desempenho no trabalho e até nas relações sociais pela dificuldade de ser ouvido.
Algumas informações serão descritas para que você, professor, possa entender um pouco sobre os cuidados que deve ter com seu instrumento de trabalho.
Antes de utilizar sua voz profissionalmente, evite a ingestão de alimentos gordurosos e condimentados, pois podem provocar o refluxo gastroesofágico, que poderá irritar a garganta e produzir pigarro. Da mesma maneira evite o café, os derivados do leite e os chocolates. Então no que se refere à alimentação, privilegie refeições leves, comendo muitas verduras, legumes, frutas e até grelhados, pois o gênero light também ajudará você a manter a saúde da sua voz. É recomendado, ainda, que sejam cumpridos horários regulares de alimentação, mastigando bem os alimentos com movimentos adequados para auxiliar numa boa articulação e dicção. Ou seja, mastigar bem traz benefícios para a saúde geral, além de ser um excelente exercício para a musculatura da face.
Muitas pessoas relatam o hábito de mascar gengibre para melhorar as condições vocais. Todavia não existem estudos que comprovem sua eficácia. O uso de pastilhas, sprays e drops também com o intuito de melhorar as condições vocais devem ser cautelosos, principalmente aqueles à base de menta, uma vez que irritam a mucosa. Eles podem até ajudar a refrescar a garganta, mas mascaram os sintomas de esforço vocal, ardor e dor.
É recomendado beber bastante líquido. A água é um santo remédio. Sua ingestão deve ser de aproximadamente oito copos ou dois litros ao longo do dia. Isso tornará a saliva mais leve e fina ajudando na articulação. Servirá também para hidratar o todo o organismo, pois se a mucosa das pregas vocais estiver ressecada, a probabilidade do desenvolvimento de alterações orgânicas como no caso dos nódulos vocais (‘’os calos de cordas vocais’’, como são conhecidos) passa a ser maior, devido ao maior atrito de uma prega vocal contra a outra.
Como já mencionado, o sono é considerado um fator imprescindível para o bom condicionamento físico e mental. Por isso, a importância de respeitar o tempo de sete a oito horas de sono por dia para o descanso do corpo. Além do repouso corporal, deve-se considerar também o repouso vocal. Após o uso intensivo de voz é ideal um período de descanso ou de uso muito limitado da voz.
A voz do professor é o principal veículo de transmissão de conhecimentos. Uma boa comunicação depende da saúde e harmonia de todo o corpo, depende da postura, da mímica facial e dos gestos usados com as palavras para complementar a expressão individual.
A boa postura corporal deverá ser observada para a utilização adequada da voz profissional. O tronco alongado ajuda a manter o abdome livre para uma respiração adequada. Trabalhar por muito tempo sentado provoca a diminuição da capacidade pulmonar interferindo na produção vocal.
A articulação das palavras deverá ocorrer de forma clara e com abertura da boca, o que melhora a inteligibilidade da fala a fim de facilitar a compreensão da mensagem pelos os alunos, substituindo, em parte, o aumento do volume da voz.
A utilização de diversos recursos materiais, como retro projetores, vídeos, cartazes e slides, e de outros recursos didáticos como estudos dirigidos, seminários entre outros ajudarão na prevenção de problemas vocais, auxiliando no repouso vocal, reduzindo um pouco o seu tempo de conversação em intensidade mais elevada na sala de aula.
Outro fator significante diz respeito à dependência química. Um deles seria o fumo, que age diretamente na mucosa laríngea provocando irritação em todo o aparelho fonador, sendo que sua relação com o câncer de laringe é evidente. Os efeitos do tabaco na mucosa laríngea correspondem não só à irritação, mas também à secura e inchaços nas pregas vocais, gerando comprometimento da qualidade vocal.
Práticas como o aquecimento vocal individualizado e devidamente supervisionado, bem como o aprendizado de técnicas específicas para aperfeiçoar a comunicação oral e manter a saúde da voz deve ser orientado por um fonoaudiólogo.
Quando você professor sentir qualquer indisposição vocal como no caso de rouquidão persistente por mais de uma semana, deve procurar um otorrinolaringologista para uma minuciosa avaliação do aparelho fonador.


A gagueira das crianças pode ser normal!

A criança no seu desenvolvimento normal da fala passa por diferentes fases. Aprende a fazer alguns sons que aos poucos vão se assemelhando aos sons da fala e, a partir daí, as palavras vão surgindo, algumas pequenas frases, até falar frases inteiras. Todo esse processo geralmente é acompanhado com entusiasmo pelos pais e familiares que comemoram cada evolução da criança.
Quando tudo parece estar indo bem, a criança começa a dar sinais de que está hesitante para falar, começa a repetir palavras, gastar mais tempo para falar. Surgem então algumas nuvens de preocupação: “Será um retrocesso?”, “Ela está fazendo “gracinha”?”, “Será que o nosso modelo de fala não está ideal?”, “Será que ela vai ser gaga?”. A possibilidade de a criança ser gaga surge como um fantasma na mente dos pais, devido ao preconceito que infelizmente ainda existe nos dias de hoje.
Para minimizar tais preocupações e ansiedades faz-se necessário explicar que em determinada idade, geralmente de 2,6 a 6 anos, a criança passa a apresentar repetições de palavras e sílabas, bloqueios e a fala passa a não soar tão natural. Tais manifestações podem ser mutáveis e geralmente passam por períodos de melhora e recaídas, até que a freqüência da disfluência vai diminuindo e desaparece naturalmente. A mudança no ritmo da fala é decorrente das incertezas lingüísticas que são próprias da idade. Se até aquele momento a criança falava “fazeu”, “comei”, por exemplo, agora o grau de exigência passa a ser maior e ela deve falar melhor, com isso, a criança passa a ficar tímida em determinadas situações de fala.
A maioria das crianças (80%) recupera o padrão fluente dentro de 6 a 8 meses após o surgimento das repetições. Somente 20 a 30% das crianças que apresentam disfluência se tornam gagas.
Diante deste quadro, as reações dos pais podem ser variadas: Alguns não valorizam as manifestações diferentes na fala da criança, outros observam e ficam confusos quanto àquele comportamento. E há os que prestam atenção e se preocupam, não escondendo a ansiedade.
A interação familiar tem sido considerada um traço fundamental na instalação e desenvolvimento da gagueira. A não aceitação da forma de falar da criança faz com que os pais intervenham dizendo: “Fale direito!”, “Devagar!”, ”Acalme-se!”, “Pense antes de falar!”. E o que parece ser uma forma de ajudar, na realidade atrapalha e tais frases devem ser evitadas. Isto porque a criança pode observar que está falando errado, mas não tem consciência do que deve fazer para mudar. Com isso, passa a fazer esforço para falar, habituando-se a falar dessa forma. Deste processo surge a gagueira propriamente dita.
Diante dessa situação é pertinente questionar: “Como tratar as crianças que estão passando por essa fase de gaguejar, ou seja, pela “disfluência fisiológica”?. Alguns cuidados são importantes: Prestar mais atenção ao conteúdo da mensagem, não interromper a fala da criança, manter um contato natural de olho enquanto a criança estiver falando, reduzir a velocidade de fala quando se dirigir à criança. Dar o tempo necessário para responder, dar mais atenção aos momentos de fluência que de disfluência.
Assim, deve-se considerar que gaguejar pode ser normal, mas se este quadro se mantiver por um período muito longo ou a ansiedade dos pais for grande, busque ajuda. Procure um fonoaudiólogo, o profissional responsável por tratar os distúrbios da comunicação, ele poderá avaliar se há necessidade de terapia, além de oferecer maiores informações sobre o caso do seu filho.

Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas... É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado? Se alguém errou com você, perdoa-o... É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender? Se você sente algo, diga... É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar? Se alguém reclama de você, ouça... É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?Se alguém te ama, ame-o...É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!
Cecília Meireles